Papel Principal

" Amar é ter um pássaro pousado no dedo.

Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento ele pode voar."

Rubem Alves

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

terça-feira, 26 de março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

Os Ovos Misteriosos

Gravação da história:" Ovos Misteriosos".

segunda-feira, 18 de março de 2013

Prenda do Dia do Pai

A prenda do dia do Pai foi pensada para enriquecer a interação entre pais e filhos. Esta atividade integra-se no projeto que aderimos, no início do ano, " Manjerico dos Afetos" e terá continuidade noutras atividades ao longo do ano. Para completar a prenda, inspirados pela sessão de poesia, fizemos um poema com a técnica " Palavra puxa palavra" "o pai é bonito; Bonito é o céu, Céu que tem estrelas; Estrela é o sol, Sol que dá luz; Luz do coração, Coração que ama, Ama o pai.

sábado, 16 de março de 2013

As quadras de apresentação

Apresentação da escritora on PhotoPeach

Encontro com a poetisa

Semana do livro Encontro com a poetisa Fizemos o nosso encontro com a Poetisa Maria Donzília Eira, no auditório da escola secundária de Monserrate, que agora pertence ao nosso Agrupamento. Estiveram presentes todos os Jardim de Infância do Agrupamento. Foi um momento mágico cheio de poesia, música e histórias. Obrigada professora, poetisa, avó e amiga Donzília. Semana do Livro Encontro com a Poetisa on PhotoPeach

O que fizemos aos individuais?

Individuais da cantina on PhotoPeach

Motricidade

Sempre que a música parava as crianças tinham que fazer grupos, nos círculos colocados no chão, de acordo com a orientação da educadora.

O nosso projeto

O nosso projeto está quase a finalizar, só aguardamos a participação da mãe do Alexandre para nos ajudar a colocar luz nos postes. Vamos aprender a fazer um circuito elétrico com pilhas. Vai ficar mesmo fixe. Entretanto voltamos a realizar atividades no âmbito das áreas de conteúdo para nos ajudar a descobrir e a perceber o mundo que nos rodeia. Fica aqui um registo de uma resolução de problemas. Foi interessante observar como as crianças associavam os animais: "Quatro mamíferos e um ovíparo" Três animais que servem para a nossa alimentação e que pertencem ao grupo dos mamíferos, um que não serve para comer é só para estar em casa e um ovíparo." " Dois animais que dão leite, o porco que dá carne, o gato que não se come e o galo que não é mamífero." "..."

A matemática e a criatividade

Rastreio Oral

Integrado no PCG no âmbito da Educação para a saúde realizamos a atividade de rastreio oral, com a Doutora Dentista Alexandra Lamas, que ao longo destes anos tem colaborado com o nosso Jardim de Infância, na sensibilização para hábitos e comportamentos saudáveis. O nosso bem-haja à Doutora por esta parceria que muito enriquece as nossas crianças. Porque o tempo não ajudou, não foi possível deslocarmo-nos ao seu consultório como estava previsto. Rastreio Oral on PhotoPeach

domingo, 3 de março de 2013

A Nossa horta

Com o nosso projeto temos descoberto muitas coisas novas, inicialmente sobre a cidade agora sobre o campo e os animais. Como temos uma horta na nossa escola aproveitamos para começar a prepara o terreno para as sementeiras. Começamos por identificar, conhecer e utilizar as ferramentas que os agricultores utilizam para fazer as sementeiras. Depois, depois mãos à obra! Foi uma experiencia engraçada. Pedimos aos pais, avós e outros que têm hortas em casa que colaborem connosco e enviem plantinhas como, alfaces, couves... e outras, para plantarmos na nossa horta e assim aprendermos a tratar dela. A nossa horta on PhotoPeach

Ainda o concurso de desenho!

Mais uma situação interessante que resultou do concurso dos desenhos, nos individuais da cantina. A situação aqui descrita leva-nos a pensar se estamos (e quando digo estamos refiro-me a pais educadores e encarregados de educação, ou outras pessoas com responsabilidade na educação de crianças) a educar as nossas crianças para a vida. As regras subjacentes ao concurso, os critérios para o concurso, os júris, os prémios e as datas foram estabelecidas em grupo pelas crianças e registadas pelas mesmas. As crianças aderiram livremente ao concurso sem qualquer tipo de pressão para que participassem. Eis que no grupo, uma criança, depois de ter aderido desmotivou-se do trabalho que estava a fazer. Foi abordado no sentido de terminar a tarefa, uma vez que tinha sido ele a escolher. Para além de ser um princípio da nossa sala: -“ Começamos uma tarefa temos que a terminar, melhor ou pior, mas tem que ser finalizada.” A criança em causa manifestou o desagrado em casa porque não queria terminar o trabalho, mas com o reforço positivo da equipa acabou por finaliza-lo mas sem grande investimento e pouca implicação. No dia em que os júris escolheram o desenho a criança citada desata num prato porque ele tinha que ganhar! Tentamos perceber porque se comportava daquela maneira - “ Eu tenho que ganhar porque eu quero ganhar!” Resposta de uma criança: A. - “Olha isso também nós queremos, mas só podiam ganhar 5! “ -“Também vamos ter prémio de participação!” Resposta da criança: - “Mas eu tenho que ganha, o meu desenho tem que ganhar” Bom, esta situação era digna de um debate em grande grupo, por isso no momento de avaliação, no final do dia, voltamos ao assunto. Percebemos pelo discurso da criança que o único fundamento para o seu comportamento era ganhar a qualquer custo. Retomamos então o processo do concurso desde o início, as crianças relembraram as regras que tinham definido. Uma das crianças do grupo verbalizou: M.-“Sabes, tu não estas a ser correto, porque o teu desenho não podia estar no concurso, porque lá diz que tínhamos que pintar a folha toda e tu nem pintaste os meninos que desenhaste!” L. –“ Pois tinha que pintar como nós fizemos ele não pintou e agora quer ganhar isso não é justo! E ganhar ou perder não importa o que importa é participar.” Alex: -“ Ai pensas que podes ganhar sempre! E se querias ganhas tinhas que fazer o desenho bem feito como eu fiz. Olha, eu trabalhei muitos dias e quase que não brinquei. M.- “Sabes o que o meu pai me disse, quando eu fiquei a chorar, porque não ganhei o concurso de mascaras no baile que eu fui com a minha família! Ele disse: - Sabes filha na tua vida vais perder muitas mais vezes e é bom que aprendas que não se pode ganhar sempre! Com o desenho da criança em causa nas mãos verificamos que o que a M. tinha dito correspondia à realidade e também recordamos a falta de empenho e dedicação ao trabalho. Alex: Se querias ganhar tinhas que ter trabalhado mais! Para a próxima já sabes! Acabamos por serenar a criança que se calou e reconheceu que o seu trabalho não tinha condições para vencer, porque nem as regras do concurso cumpriu. Inicialmente perturbou-me aquele comportamento, de facto há crianças que não estão a ser educadas para lidar com as frustrações e isso não traz nada de bom para o futuro. Atenção pais

sábado, 2 de março de 2013

Quando se escuta...

Uma situação interessante e digna de alguma reflexão: Durante algum tempo e de forma pontual uma das crianças do meu grupo insistia em perguntar: -“Quantos dias faltavam para os meus anos.” A criança em causa, que por questões éticas será designada por A, tinha feito anos em Novembro, por essa razão respondi prontamente: Ainda falta muito tempo! Depois de alguma insistência respondi-lhe:- Ó A. vai ver ao friso dos aniversários. O friso foi construído pelas crianças, depois de vivenciarem situações de aniversários na sala e de terem construído o calendário para assinalar os dias das atividades no ginásio e das ciências. Este processo foi longo e exigiu envolvimento, pesquisa, recolha e tratamento de dados. O A. Afastou-se e eu continuei a apoiar o grupo que estava a construir animais para a maqueta. No dia seguinte no grande grupo surgiu a questão da mudança do mês. - “ L: olha Graça, o mês de fevereiro estar a acabar!” - “ M.J: Eu estou quase a fazer anos. E depois vamos cantar os parabéns!” Olhamos o friso e confirmamos! “É verdade! a MJ. faz 5 anos amanhã, no 1ª dia do mês de março.” - J.P: “Olha Graça, está aqui a palavra março para substituir o fevereiro.” Já tinha na mão o cartão com o mês de março. - “Sim acrescentei e já podemos mudar hoje? - Não, só amanhã Entretanto o A. voltou à conversa do dia anterior:”- ò Graça e eu? Quantos dias faltam para eu fazer anos? -“Então A! Já vimos isso ontem ainda faltam muiiiiiiitos meses, para chegar aos teus anos!” O A. Levantou-se e foi até ao friso dos aniversários, depois voltou e disse: -“Olha Graça anda cá! E como não podia deixar de ser acompanhei a criança até ao friso. “ Agora olha, estas a ver! Eu faço anos no dia 29, então! Aqui está 29, aqui também está e aqui também…então eu tenho que fazer anos!” Pumba fez-se-me luz! Como podia ter deixado passar uma situação destas? Quantas vezes temos por adquirido que as crianças estão na posse de todas as informações trabalhadas! Como era possível numa sala que tem por lema escutar as vozes das crianças, partido da sua motivação para novas aprendizagem, ter acontecido uma situação destas! De facto só há uma coisa que me fez sentir menos mal, esta criança, apesar de ter demorado, foi efetivamente ouvida e só insistiu, na questão, porque se sentia à-vontade, sem medo de ser censurada e segura que a suas persistência a levaria a bom porto. É claro que os colegas prontificaram-se logo a esclarece-la. Também aqui foi interessante ver as conceções das crianças: Alex: - Olha A. Não podes crescer tão depressa! Tem que passar muito tempo para voltares a fazer anos. J.P.-“Pois esse tempo são os meses, só quando voltar outra vez ao mês de novembro é que tu fazes anos!” Alex: “ Se fizesses anos todos os meses qualquer dia chegavas ao teto.” “ E todos os meses têm la dentro os dias, mas só quando é o dia e o mês certo é que fazemos anos.” Voltamos ao friso e a situações concretas como o Natal a passagem de ano, o inico da escola e outras… A – “Está bem! Já percebi” Ainda há gente que insiste em “despejar” conceitos, saberes e verdades absolutas como se as crianças absorvessem conhecimentos mobilizáveis de forma inerte! Como se enganam!