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" Amar é ter um pássaro pousado no dedo.

Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento ele pode voar."

Rubem Alves

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

sábado, 29 de janeiro de 2011

Semana de 24 a 28 de Janeiro

Esta semana demos continuidade às questões que se levantaram sobre o Inverno e concluimos, com a colaboração das outras salas, os paineis  de entrada sobre o Inverno e as Janeiras, neste último tivemos a participação de alguns pais.






Com as palavras que associamos ao inverno, fizemos nuvens de palavras:



Palavras associadas ao inverno:

Gelo, gelado, arrepios, frio, água quente, nuvens, bebidas quentes, roupa quente, ficar em casa, bater os dentes, constipado, agasalho, chuva, lençóis quentes, vento, aquecimento, lareira, mantas, casacos, botas, guarda-chuvas, gorros, inverno, arrepios, capas, cachecol.

O projecto do castelo vai de vento em poupa. Criamos um brasão que foi colocado na entrada do castelo e colocamos a bandeira Portuguesa, porque estamos em Portugal.

Com a descoberta dos castelos com funções de defesa surgiram os cavaleiros que entusiasmaram as crianças. Assim surgiram as vassouras, vindas de casa para construímos os cavalos. Também começam a surgir histórias com reis príncipes, princesas e cavaleiros que lutam com espadas para defenderem os seus castelos e as suas princesas. Vamos ver o que isto vai dar!







O pai da Leonor Gaivoto veio ao nosso Jardim, no âmbito do projecto do Castelo, fazer uma actividade experimental com materiais.
Já sabiamos que os castelos eram feitos de rochas, (pedras) mas ainda não tinhamos explorado as caracteristicas desse e de outros materiais.



Actividade de matemática com as barras de cuisenaire.
Foram formados pequenos grupos de duas crianças.
Momento de apresentação das barras;
Momento de exploração livre.
Foi fantástico ver as crianças, por iniciativa propria, criarem padrões, grupos e muitos registos criativos.
Por fim registaram uma das criações. As crianças mais velhas identificaram o nº de peças da mesma cor e as peças mais utilizadas em cada registo.
Por lapso só foi fotografado  um registo de uma das crianças mais novas do grupo.

























Com a poesia " Abecedário sem Juizo" identificamos as letras dos nomes:











Na sexta-feira vivemos uma situação, no mínimo fascinante, na sala.


De regresso à sala, após o almoço, duas crianças entraram na sala a chorar. O Alx. agarrando a uma bola e o F. inconsolável.

Normalmente essas questões ficam para resolver no momento da avaliação, mas desta vez a situação despertou a atenção de mais elementos do grupo que se envolveram na defesa uns do F e outros do Alex.

Propus então que se estabelece-se uma sessão como no tribunal, onde o Alex e o F. apresentavam  a descrição da situação e as 4 crianças que defendiam o Alex, argumentavam em sua defesa e o mesmo com as 4 crianças que defendiam o F.

O momento foi solene e as crianças interiorizaram a importância do momento. Começou o Alex.

“ Eu levei a bola lá para fora então quando a Zeza bateu as palmas eu tinha que levar a bola para dentro, mas o F. não me deu a bola para eu levar, mas tinha que ser eu, porque fui eu que a levei para fora. Eu disse muitas vezes e até falei muito alto, mas o F. nunca me deu a bola foi por isso que eu o agarrei e tirei a bola.

“F: ele deitou-se em cima de mi e agarrou com força a minha camisola, ele não pode fazer isso, as mãos não são para bater.

Defesa do Alex:

S:- -“ Eu acho que o Alex tem razão porque se ele levou a bola para fora então tem que a trazer para dentro senão não é responsável”

L.G. – “ Ele tinha que trazer a bola, mas não podia bater”

O G. optou por não disser nada e o M.P repetiu o que a L.G. disse.

Defesa do F.

M. –“ O F. tem razão porque o Alex, não tem que levar sempre a bola. Ele levou para fora, então outro leva para dentro.”

Neste momento o Alex quis intervir, mas eu educadora e moderadora não deixei.

M.L.: - “ Primeiro, o Alex esta semana já levou 2 vezes a bola, ele não pode ser sempre a levar e a trazer a bola, os outros também querem.”

T.M. – “ O Alex se queria trazer a bola para dentro tinha que conseguir convencer o F., mas não podia bater, assim ficou sem razão.

No fim da defesa falar dei a palavra ao Alex que estava impaciente, visivelmente incomodado e nervoso com a situação.

Alex: -“ Mas olha, a Zeza diz sempre que quem leva a bola para fora tem que a trazer para dentro, porque isso é ser responsável.

No momento não estava a Zeza para confirmar essa regra. Suspendemos a sessão até que a Zeza chega-se do intervalo de almoço.

O Alex mal viu chegar a Zeza correu na minha direcção e disse “ Graça Já podemos reunir outra vez o tribunal porque a Zeza já chegou."

Como já estava na hora, arrumamos e voltamos a mesa grande.

A Zeza foi ouvida e confirmou a regra verbalizada pelo Alexandre.
A Zeza, auxiliar que dá apoio à sala, estava estupefacta com a situação.

Alex: -“ Estas a ver como eu tenho razão, era eu que tinha razão?"

Remeti a questão ao grupo.

T.M. : “ Não Alex não tens razão porque batestes e quando se bate perdemos a razão.

Aproveitei as sabias palavras do T.M para perguntar ao grupo se concordavam com elas. A confirmação foi gerar.

Perguntei ao Alex o que achava da decisão, também concordou, mas voltou a reforçar que o F. não ouvia quando ele falava.

O F. Concordou que também não agiu bem porque tinha que ter dado a bola ao Alex, levantou-se e foi emprestar o seu pequeno skate ao colega.

E terminamos a sessão.

Vim para casa com a alma cheia. Que momento lindo.

2 comentários:

Maria da Luz Borges disse...

É mesmo!!!
São estes momentos fantásticos que dão sentido ao nosso ser "Educadora"
Obrigado por o partilhares connosco!
Uma boa semana
Luz e estrelinhas

M. Jesus Sousa (Juca) disse...

Um contexto que promove a igualdade, a justiça e a solidariedade só pode ser um contexto democrático, onde a cidadania de aprende e se vive em pleno.
Parabéns pelo vosso tribunal e obrigada por no-lo terem dado a conhecer.

Bjs, Juca e Sala Fixe