Papel Principal

" Amar é ter um pássaro pousado no dedo.

Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento ele pode voar."

Rubem Alves

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

domingo, 29 de novembro de 2009

Semana de 23 a 27 de Novembro

Começamos a semana por partilhar os acontecimentos mais importantes do fim-de-semana.
De seguida a Gabriela apresentou um livro com o título “Franklin ajuda o próximo” A primeira questão que se colocou foi: “ O que é o próximo?”
O Sérgio, interveio para dizer que o “próximo é o amigo”.
A Alexandra acrescentou que também podia ser” uma pessoa que estava mesmo à beirinha do Franklim”. Entretanto decidimos ler a história do livro para ver se descobríamos quem era o próximo que Franklim falava.
No fim a Maria disse:” Porque é que o professor Mocho não deixava levar seres vivos para a sala?
Rodrigo: “ Porque os seres vivos estão vivos e não podem ir para a escola tem que ficar na floresta.”
Educadora:” E o que são seres vivos?”
Alexandra:” São coisas vivas, como os animais?
Educadora: “Como sabes que estão vivos? “
Rodrigo:”Porque se mexem e andam; é porque estão vivos:”
Educadora: “ A Alexandra disse que seres vivos eram os animais, será que algum menino / menina têm uma opinião diferente?
Afonso cambão: Os cães e os gatos são seres vivos.”
Sérgio: “Podíamos descobrir, nos projectos, o que são seres vivos?”
Grande parte do grupo concordou com a proposta e decidimos voltar a falar no assunto mais tarde.
Entretanto retomamos a história e a Gabriela levantou algumas questões que foram agarradas pelas crianças.
Marta: “ O Franklim era amigo do caracol, mas não deixava o caracol procurar as coisas sozinho, estava sempre a interrompe-lo e a leva-lo as Costas!
João” Porque era amigo do caracol e queria ajuda-lo”
Rodrigo” Mas o caracol não queria, porque queria procurar as coisas sozinho.
Alexandra: O Franklim não estava a ser simpático, mas ele pensava que estava a ajudar o caracol, porque ele era mais pequenino.”
Marisa:” Mas o caracol também sabia procurar sozinho”
Henrique: “ O Franklim ficou triste com o caracol, mas depois ficaram amigos”
Sérgio “ Depois o Franklim percebeu que o caracol também consegui apanhar coisas sozinho e até descobriu uma pedra brilhante.”
João:” E deu um bocado ao Franklim”
Depois da conversa em grupo sobre a história as crianças foram para as áreas que tinham programado.
Durante a tarde a Gabriela fez uma proposta ao grupo: Desenvolver uma actividade de jogo em pares.
Esta proposta baseou-se na visão de Vigosky que “considerava a actividade partilhada o mais importante dos meios socioculturais de desenvolvimento; era, na sua opinião, o modo fundamental de aprender.”(Parceria da Revista Noesis com a APEI - Associação de Profissionais de Educação de Infância e a rede Children in Europe)
Assim foram fornecidas as crianças um número razoável de tampas de garrafas de vários tamanhos e cores, para explorarem a pares.
Inicialmente a situação não foi pacífica porque a maioria das crianças queriam as tampas só para elas.

Numa segunda fase, dividiram as tampas, “tantas para mim e tantas para ti”. Entretanto alguns grupos começaram a conseguir criar algo em comum e, isso serviu de estímulo para outros grupos. Registamos 3 pares que ficaram por actividade individual.


Na Terça-feira de manhã após a rotina a Gabriela apresentou uma canção “ Ter Amigos é tão bom” que foi exploradas e trabalhada com as vozes e instrumentos musicais.
De seguida fomos para as áreas e o grupo que se constituiu para descobrir o “ que são seres vivos, foi registar o que sabiam, o que queriam saber e onde procurar a informação.
Outro grupo elaborou a história para os fantoches, construídos de materiais reaproveitados.







E as restantes crianças foram para as áreas da sala como tinham programado.
Durante a tarde a Gabriela apresentou o jogo do detective com os blocos lógicos. Foi muito divertido e as crianças aderiram com entusiasmo.

Na quarta de manhã realizamos a actividade motora e durante a tarde exploramos o cartaz que a Doutora Alexandra (dentista) deixou na nossa escola juntamente com os diplomas e as cartas de informação sobre os dentes para os pais.
Demos continuidade aos trabalhos e projectos em curso na sala.
Na Quinta de manhã fomos à ACEP- Meadela, esta actividade surge no âmbito do protocolo que a Câmara Municipal tem com esta Instituição. Depois de uma passagem pela ludoteca e pelo polivalente fomos assistir a uma peça de teatro “ Os Três Bonecos de Neve e o Pai Natal”
Durante a tarde, na sala o grupo que estava no projecto dos fantoches apresentou a dramatização em fantoches “Os Animais da Quinta”
De seguida foram desenvolver as actividades e projectos que tinham programado.
Na sexta de manhã a educadora apresentou as crianças uns pauzinhos, com dois tamanhos, grande e pequenos e foi perguntando as crianças quantos pauzinhos precisavam para fazer um triângulo? Ou um quadrado? ou dois…
As crianças foram construindo figuras geométricas com os pauzinhos que dispunham e arranjando estratégias para rentabilizar os paus dando mais hipóteses de figuras.
Algumas crianças começaram a fazer previsões do número de pauzinhos que precisavam para construir 3 ou 4 quadrados seguidos. Esta actividade foi muito envolvente e as crianças tiveram oportunidade de explorar, criar e prever.
De seguida foram para as actividades que tinham programado e o grupo dos projectos dos seres vivos depois de recolher informação nos livros computador - Internet começou a seleccionar a informação que servia para responder à questão: “O que são seres vivos?”
Durante a tarde após um tempo de actividade nas áreas fomos avaliar a semana. A ida a ACEP foi a actividade que as crianças referiram com a que gostaram mais, seguida do teatro dos “ Animais da Quinta”, a motricidade e jogo do detective.
Actividades que gostaram menos, o Rodrigo salientou a exploração do cartaz da lavagem dos dentes trazido pela Doutora Alexandra, porque achou” que foi uma seca voltar a falar dos dentes “nós já sabemos isso tudo”
A Alexandra referiu a actividade das tampinhas porque “ não consegui montar nada, assim não é divertido, mas os meninos que conseguiram fizeram coisas giras”
Questionada sobre o motivo que a impediu de montar alguma coisa respondeu: “não consegui”
Mas porquê? Perguntou a Educadora, - “Porque não consegui partilhar com a Catarina” e as peças que eu tinha não chegavam, precisava das da Catarina”
Então o que falhou? “ Não conseguimos partilhar”
Algumas crianças referiram como menos positivo o barulho da cantina e ainda achavam que deviam estar mais tempo na sala em vez dos prolongamentos.

2 comentários:

Juca disse...

As vossas semanas são tão preenchidas de actividades, ideias e conversas interessantes que se torna difícil fazer comentários...
Enfim, apenas desejamos que continuem a construir o vosso conhecimento da forma como o têm feito, participando activamente e tenso, sempre, o Papel Principal!
Já agora, aprendam também a partilhar um bocadinho melhor, para que na próxima vez todos os grupos consigam realizar a sua actividade partilhada...

Beijinhos para todos dos amigos da Sala Fixe

carlamartinsmeira disse...

Dei uma vista de olhos no blog, e como não seria de esperar outra coisa, claro que está excelente!! As actividades do jardim de monserrate sempre foram e continuarão a ser muito enriquecedoras e construtivas!

Este é o testemunho de uma mãe de um ex-aluno da educadora Graça.
Beijinhos e continuação de um bom trabalho
Carla Meira