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" Amar é ter um pássaro pousado no dedo.

Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento ele pode voar."

Rubem Alves

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

sábado, 7 de novembro de 2009

Semana de 2 a 6 de Novembro

Iniciamos o dia de segunda-feira com a partilha habitual de fim-de-semana. A Marta quis partilhar uma história que inventou durante o fim-de-semana, os personagens eram a mãe o pai e o amigo Sérgio.

Como já tínhamos acordado, na semana passada, a Rafaela apresentou uma grelha para registarmos diariamente as actividades que escolhemos e as que realizamos.

De seguida fomos visualizar um vídeo “ A Carie e o Bacterio” que estava relacionado com o projecto dos dentes.
Já na sala, fomos para as áreas que tínhamos programado. Os meninos dos projectos dos insectos comunicaram à Gabriela e Rafaela o que estavam a descobrir e porquê. Mostraram-lhes as produções e as recolhas que já tinham feito.

Os colegas dos projectos dos dentes depararam-se com um problema: faltavam duas meninas que integraram o projecto e eram personagens do teatro o “Dentinho”. Por unanimidade resolvera, adiar o teatro para outro dia.
Os meninos da sala 2 ofereceram-nos um boião de doce de abóbora que cozinharam com a avó da Carolina. Agradecemos e prometemos provar com bolachinhas.

Durante a tarde como não foi possível realizar o teatro como tínhamos programado, recordamos o teatro da Carie e do Bacterio, identificamos comportamentos de risco e assumimos uma postura de selecção e consumo de alimentos saudáveis e amigos do nosso corpo.
De seguida dirigimo-nos para as áreas e projectos em cursos.
Na terça-feira de manhã a Rafaela recordou a conversa do dia anterior e trouxe uma roda dos alimentos gigantes para montar com alimentos reais e naturais.



Foi divertido, explora a roda, identificar os grupos de alimentos, tocar e manusear alimentos desconhecidos, para muitas crianças. (pimentos, curgete, feijão verde, nabo…) Verificamos também que os alimentos que o João, (menino do vídeo) comia com frequência, não estavam representados na roda o que significava que não eram alimentos muito saudáveis e por isso de consumo raro.
A Marta achava que as fatias da roda, mais pequeninas eram os alimentos que só podias comer às vezes.
Mas a Rafaela explicou que uma alimentação saudável integra diariamente alimentos de todos os grupos e que os grupos mais pequenos significa que a porção a ingerir é menor do que as outras de fatia mais larga.
Verificamos então que a fatia mais larga era a dos Cereais (hidratos de carbono) que nos dão energia. Seguida do grupo dos legumes e vegetais que nos fornecem vitaminas e sais minerais, para nos protegerem, fortalecendo os “nossos soldadinhos”, depois vem o grupo do leite que nos fornece cálcio, para fortalecer os ossos e os dentes. O grupo das proteínas animais para regenerar e fortalecer os nossos músculos… O grupo das leguminosas, boas para ajudar o funcionamento do intestino, o grupo das gorduras que em poucas quantidades também são necessárias ao nosso corpo. O centro da roda a água essencial à vida.E as crianças verbalizaram a importancia da água para todos os seres vivos, descobrimos também que 70% (grande parte) do nosso corpo é constituída por água.

Retomamos os projectos em curso e o grupo dos insectos quis visualizar novamente o power-point, feito pela família do Miguel sobre os insectos. Explicaram as estagiárias o que observavam e no fim resolveram fazer um livro para mostrar ao restante grupo, as coisas que tinhamos descoberto.

No projecto dos dentes decidimos esperar pela Alexandra, que se encontra doente, para apresentar o teatro e o livro ao grupo e as outras salas.
Durante a tarde realizamos uma experiência para verificar se as frutas e legumes que compõem a roda dos alimentos afundam ou flutuam na água.
A Rafaela colocou 2 tinas, a tina A e a tina B. algumas crianças colocaram a mesma quantidade de água no seu interior.
Posteriormente auscultamos cada uma das crianças para perceber as suas concepções sobre o que iria acontecer:
“Vai ficar no fundo”
“Vai mudar de cor”
“A fruta vai ficar mole”
“ A fruta e os legumes ficam lavados e sem vírus”
“A água vai ficar castanha”
Depois, fomos imergindo cada um dos alimentos e fomos observando o que acontecia.
Uns flutuavam e outros afundavam
“ Os que afundam são mais pesados” (criança)
Fomos comparar e verificamos que nem sempre os mais pesados é que vão ao fundo.
Verificamos que a massa e o arroz que deitamos eram leves e foram ao fundo e que a banana e a maça que eram mais pesadas ficaram a flutuar.
“ Mas as pedras são pesadas e vão sempre ao fundo” (criança)




Na avaliação do fim do dia verificamos que no quadro de actividades programadas e realizadas havia menos crianças com actividades por realizar. Valorizamos esse facto para reforçar a responsabilidade que temos pelas opções que vamos fazendo.
Na quarta de manhã realiza a sessão de motricidade e posteriormente assistimos a peça de teatro da sala 1 “ A galinha Ruiva”, de regresso a sala continuamos os trabalhos em curso.

Durante a parte da tarde a Educadora propôs uma actividade diferente:
Pintar ao som das 4 Estações de Vivaldi.
Á volta da mesa estavam colocadas folhas de papel tamanho A3, numa mesa ao lado 21 copos com tintas de todas as cores.
Ao som da música e sem falar (regra intransigível) cada criança escolhia a cor que queria e voltar a coloca-la no sítio substituindo-a por outra cor.
Acordamos também aguardar em silêncio sempre que a cor pretendida estivesse ocupada.
O sucesso foi total e o mais interessante foi ouvir as crianças, que anteriormente tinham verbalizado não gostar daquela música por ser “esquisita”, dizer: “gostamos muito de pintar” e “gostamos de ouvir a música enquanto pintavamos”.
O interesse foi tanto que quiseram saber quem era Vivaldi, onde viveu e porque é que tinha morrido.



Na quinta-feira de manhã após a rotina apresentamos uma resolução de problemas:
Alguns insectos andavam no jardim à procura de flores ao encontra-las tiveram que as repartir irmãmente, quantas flores ficaram para cada insecto?
Para facilitar acordamos que as flores seriam argolas dos jogos de matemática e os insectos animais também dos jogos e assim fomos manipulando e resolvendo a situação. Os dados fornecidos pela educadora tinham em conta cada criança e o seu nível de desenvolvimento e maturação.


De seguida foram para as áreas que tinham programado. O grupo dos insectos levantou a hipóteses de construírem insectos com materiais reutilizáveis, para integrar no livro.
Durante a tarde a Educadora apresentou uma história em fantoches sobre “Uma ida ao dentista” para preparar a ida ao dentista na próxima quarta feira e estimular as crianças a utilizarem esta área, dos fantoches, com critério.
Após o teatro de fantoches algumas crianças exploraram os fantoches e outras foram para as áreas que tinham programado .

Na sexta-feira de manhã a Maria trouxe um livro da carochinha em verso. Como não podia deixar de ser, lemos o livro e verificamos que o final da história era diferente da Carochinha tradicional.
De seguida fomos para os projectos em curso e como já tinham planeado, no dia anterior iniciaram a construção dos insectos com material reutilizável.

O projecto dos dentes continuou a montagem da roda dos alimentos:

Uma das áreas que tem tido muita afluência e a da costura criada por iniciativa do grupo.

Durante a tarde e a pedido do grupo voltamos a visualizar a cassete da Cárie e do Bacterio, desta vez com a sala 4 que são os meninos mais pequenos do nosso Jardim.
De regresso à sala fomos para as áreas que tínhamos programado e no fim do dia fizemos a avaliação da semana.
As crianças recordaram todas as actividades da semana e elegeram como a que gostaram mais “ a pintura livre ao som de Vivaldi”:
- “ Porque foi muito divertido”,
- “Porque a música primeiro era feia, mas depois quando estávamos a pintar ficou bonita,”
-“ Porque estava tudo sem falar e assim trabalhamos melhor,”
Como menos positivo referenciaram o barulho da cantina e alguns conflitos interpessoais.

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