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" Amar é ter um pássaro pousado no dedo.

Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento ele pode voar."

Rubem Alves

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

Nenhum de nós é tão bom quanto todos de nós juntos

domingo, 29 de novembro de 2009

Semana de 23 a 27 de Novembro

Começamos a semana por partilhar os acontecimentos mais importantes do fim-de-semana.
De seguida a Gabriela apresentou um livro com o título “Franklin ajuda o próximo” A primeira questão que se colocou foi: “ O que é o próximo?”
O Sérgio, interveio para dizer que o “próximo é o amigo”.
A Alexandra acrescentou que também podia ser” uma pessoa que estava mesmo à beirinha do Franklim”. Entretanto decidimos ler a história do livro para ver se descobríamos quem era o próximo que Franklim falava.
No fim a Maria disse:” Porque é que o professor Mocho não deixava levar seres vivos para a sala?
Rodrigo: “ Porque os seres vivos estão vivos e não podem ir para a escola tem que ficar na floresta.”
Educadora:” E o que são seres vivos?”
Alexandra:” São coisas vivas, como os animais?
Educadora: “Como sabes que estão vivos? “
Rodrigo:”Porque se mexem e andam; é porque estão vivos:”
Educadora: “ A Alexandra disse que seres vivos eram os animais, será que algum menino / menina têm uma opinião diferente?
Afonso cambão: Os cães e os gatos são seres vivos.”
Sérgio: “Podíamos descobrir, nos projectos, o que são seres vivos?”
Grande parte do grupo concordou com a proposta e decidimos voltar a falar no assunto mais tarde.
Entretanto retomamos a história e a Gabriela levantou algumas questões que foram agarradas pelas crianças.
Marta: “ O Franklim era amigo do caracol, mas não deixava o caracol procurar as coisas sozinho, estava sempre a interrompe-lo e a leva-lo as Costas!
João” Porque era amigo do caracol e queria ajuda-lo”
Rodrigo” Mas o caracol não queria, porque queria procurar as coisas sozinho.
Alexandra: O Franklim não estava a ser simpático, mas ele pensava que estava a ajudar o caracol, porque ele era mais pequenino.”
Marisa:” Mas o caracol também sabia procurar sozinho”
Henrique: “ O Franklim ficou triste com o caracol, mas depois ficaram amigos”
Sérgio “ Depois o Franklim percebeu que o caracol também consegui apanhar coisas sozinho e até descobriu uma pedra brilhante.”
João:” E deu um bocado ao Franklim”
Depois da conversa em grupo sobre a história as crianças foram para as áreas que tinham programado.
Durante a tarde a Gabriela fez uma proposta ao grupo: Desenvolver uma actividade de jogo em pares.
Esta proposta baseou-se na visão de Vigosky que “considerava a actividade partilhada o mais importante dos meios socioculturais de desenvolvimento; era, na sua opinião, o modo fundamental de aprender.”(Parceria da Revista Noesis com a APEI - Associação de Profissionais de Educação de Infância e a rede Children in Europe)
Assim foram fornecidas as crianças um número razoável de tampas de garrafas de vários tamanhos e cores, para explorarem a pares.
Inicialmente a situação não foi pacífica porque a maioria das crianças queriam as tampas só para elas.

Numa segunda fase, dividiram as tampas, “tantas para mim e tantas para ti”. Entretanto alguns grupos começaram a conseguir criar algo em comum e, isso serviu de estímulo para outros grupos. Registamos 3 pares que ficaram por actividade individual.


Na Terça-feira de manhã após a rotina a Gabriela apresentou uma canção “ Ter Amigos é tão bom” que foi exploradas e trabalhada com as vozes e instrumentos musicais.
De seguida fomos para as áreas e o grupo que se constituiu para descobrir o “ que são seres vivos, foi registar o que sabiam, o que queriam saber e onde procurar a informação.
Outro grupo elaborou a história para os fantoches, construídos de materiais reaproveitados.







E as restantes crianças foram para as áreas da sala como tinham programado.
Durante a tarde a Gabriela apresentou o jogo do detective com os blocos lógicos. Foi muito divertido e as crianças aderiram com entusiasmo.

Na quarta de manhã realizamos a actividade motora e durante a tarde exploramos o cartaz que a Doutora Alexandra (dentista) deixou na nossa escola juntamente com os diplomas e as cartas de informação sobre os dentes para os pais.
Demos continuidade aos trabalhos e projectos em curso na sala.
Na Quinta de manhã fomos à ACEP- Meadela, esta actividade surge no âmbito do protocolo que a Câmara Municipal tem com esta Instituição. Depois de uma passagem pela ludoteca e pelo polivalente fomos assistir a uma peça de teatro “ Os Três Bonecos de Neve e o Pai Natal”
Durante a tarde, na sala o grupo que estava no projecto dos fantoches apresentou a dramatização em fantoches “Os Animais da Quinta”
De seguida foram desenvolver as actividades e projectos que tinham programado.
Na sexta de manhã a educadora apresentou as crianças uns pauzinhos, com dois tamanhos, grande e pequenos e foi perguntando as crianças quantos pauzinhos precisavam para fazer um triângulo? Ou um quadrado? ou dois…
As crianças foram construindo figuras geométricas com os pauzinhos que dispunham e arranjando estratégias para rentabilizar os paus dando mais hipóteses de figuras.
Algumas crianças começaram a fazer previsões do número de pauzinhos que precisavam para construir 3 ou 4 quadrados seguidos. Esta actividade foi muito envolvente e as crianças tiveram oportunidade de explorar, criar e prever.
De seguida foram para as actividades que tinham programado e o grupo dos projectos dos seres vivos depois de recolher informação nos livros computador - Internet começou a seleccionar a informação que servia para responder à questão: “O que são seres vivos?”
Durante a tarde após um tempo de actividade nas áreas fomos avaliar a semana. A ida a ACEP foi a actividade que as crianças referiram com a que gostaram mais, seguida do teatro dos “ Animais da Quinta”, a motricidade e jogo do detective.
Actividades que gostaram menos, o Rodrigo salientou a exploração do cartaz da lavagem dos dentes trazido pela Doutora Alexandra, porque achou” que foi uma seca voltar a falar dos dentes “nós já sabemos isso tudo”
A Alexandra referiu a actividade das tampinhas porque “ não consegui montar nada, assim não é divertido, mas os meninos que conseguiram fizeram coisas giras”
Questionada sobre o motivo que a impediu de montar alguma coisa respondeu: “não consegui”
Mas porquê? Perguntou a Educadora, - “Porque não consegui partilhar com a Catarina” e as peças que eu tinha não chegavam, precisava das da Catarina”
Então o que falhou? “ Não conseguimos partilhar”
Algumas crianças referiram como menos positivo o barulho da cantina e ainda achavam que deviam estar mais tempo na sala em vez dos prolongamentos.

domingo, 22 de novembro de 2009

Semana de 16 a 20 de Novembro


História do Feiticeiro de Oz
Ida ao Museu do pão
Anos da Diana
Ida ao teatro Rivoli ver o Teatro do “Feiticeiro de Oz” de Filipe Lá Féria
Ida à ciência Viva Vila do Conde
Pintura abstracta ao som de Vivaldi

sábado, 21 de novembro de 2009

Semana de 9 a 13 de Novembro


Após o momento da partilha, de fim de semana, iniciamos a sopa de castanhas como tínhamos combinado.
Foi necessário dividir as castanhas do saco, em duas partes iguais e as crianças apontaram logo como solução "traçar" o saco em dois, ou colocar as castanhas nos dois pratos da balança, para ficarem iguais.
O mesmo se passou em relação à água, medimos num copo de medida.
Descascamos e partimos os ingredientes e cozinhamos a sopa. No fim registamos os ingredientes que utilizamos e as quantidades, os materiais e os procedimentos.
Durante a tarde, como já estava agendado anteriormente, apresenta o teatro do
"Dentinho" aos meninos das outras salas.
Correu muito bem e finalizamos com uma canção.
A Doutora Alexandra marcou a nossa ida ao dentista para esta semana. Tivemos quase para não ir porque o tempo estava muito incerto. Mas por fim decidimos arriscar e correu tudo muito bem. Também tivemos oportunidade de colocarmos as questões que tínhamos preparado.
No dia do Magusto os meninos da sala dos pequeninos convidaram-nos para assistir a uma dramatização da Maria Castanha. Nós já conhecíamos a história, porque a Gabriela já tinha contado na sala.
Durante a conversa sobre a história ficamos a saber que a Graça também tinha nascido no País da Maria Castanha, só não sabíamos é porque é que a pele dela não era escura como a da Maria!
A Alexandra achava que a pele da Graça não escureceu porque a mãe dela tinha colocado muito protector solar!
O Miguel achava que não. A mãe tinha-lhe falado que as pessoas de pele mais escura têm uma " coisa na pele que é para não ficarem queimadas. Vimos que essa substancia se chamava melanina.
Por fim o Sérgio acrescentou que " se a Graça tem a pele clara então é porque a mãe dela e o pai também têm pele clara". Confirmei que os meus pais tinham pele clara.
De seguida a Alexandra acrescentou " então se os pais têm pele clara os filhos têm pele clara, mas se têm pele escura os filhos têm pele escura”.

O Magusto foi em comum com os nossos colegas do 1º ciclo, foi muito divertido.
Como tínhamos castanhas à mão resolvemos fazer uma resolução de problemas. Algumas crianças formularam o problema e encontraram estratégias de resolução.
Também registamos através do desenho o magusto.
A avaliação da semana foi positiva. As crianças consideraram a ida ao dentista, a confecção da sopa e o magusto como mais positivo. Referiram como menos positivo o barulho da cantina e a falta de recreio devido à chuva.

sábado, 7 de novembro de 2009

Semana de 2 a 6 de Novembro

Iniciamos o dia de segunda-feira com a partilha habitual de fim-de-semana. A Marta quis partilhar uma história que inventou durante o fim-de-semana, os personagens eram a mãe o pai e o amigo Sérgio.

Como já tínhamos acordado, na semana passada, a Rafaela apresentou uma grelha para registarmos diariamente as actividades que escolhemos e as que realizamos.

De seguida fomos visualizar um vídeo “ A Carie e o Bacterio” que estava relacionado com o projecto dos dentes.
Já na sala, fomos para as áreas que tínhamos programado. Os meninos dos projectos dos insectos comunicaram à Gabriela e Rafaela o que estavam a descobrir e porquê. Mostraram-lhes as produções e as recolhas que já tinham feito.

Os colegas dos projectos dos dentes depararam-se com um problema: faltavam duas meninas que integraram o projecto e eram personagens do teatro o “Dentinho”. Por unanimidade resolvera, adiar o teatro para outro dia.
Os meninos da sala 2 ofereceram-nos um boião de doce de abóbora que cozinharam com a avó da Carolina. Agradecemos e prometemos provar com bolachinhas.

Durante a tarde como não foi possível realizar o teatro como tínhamos programado, recordamos o teatro da Carie e do Bacterio, identificamos comportamentos de risco e assumimos uma postura de selecção e consumo de alimentos saudáveis e amigos do nosso corpo.
De seguida dirigimo-nos para as áreas e projectos em cursos.
Na terça-feira de manhã a Rafaela recordou a conversa do dia anterior e trouxe uma roda dos alimentos gigantes para montar com alimentos reais e naturais.



Foi divertido, explora a roda, identificar os grupos de alimentos, tocar e manusear alimentos desconhecidos, para muitas crianças. (pimentos, curgete, feijão verde, nabo…) Verificamos também que os alimentos que o João, (menino do vídeo) comia com frequência, não estavam representados na roda o que significava que não eram alimentos muito saudáveis e por isso de consumo raro.
A Marta achava que as fatias da roda, mais pequeninas eram os alimentos que só podias comer às vezes.
Mas a Rafaela explicou que uma alimentação saudável integra diariamente alimentos de todos os grupos e que os grupos mais pequenos significa que a porção a ingerir é menor do que as outras de fatia mais larga.
Verificamos então que a fatia mais larga era a dos Cereais (hidratos de carbono) que nos dão energia. Seguida do grupo dos legumes e vegetais que nos fornecem vitaminas e sais minerais, para nos protegerem, fortalecendo os “nossos soldadinhos”, depois vem o grupo do leite que nos fornece cálcio, para fortalecer os ossos e os dentes. O grupo das proteínas animais para regenerar e fortalecer os nossos músculos… O grupo das leguminosas, boas para ajudar o funcionamento do intestino, o grupo das gorduras que em poucas quantidades também são necessárias ao nosso corpo. O centro da roda a água essencial à vida.E as crianças verbalizaram a importancia da água para todos os seres vivos, descobrimos também que 70% (grande parte) do nosso corpo é constituída por água.

Retomamos os projectos em curso e o grupo dos insectos quis visualizar novamente o power-point, feito pela família do Miguel sobre os insectos. Explicaram as estagiárias o que observavam e no fim resolveram fazer um livro para mostrar ao restante grupo, as coisas que tinhamos descoberto.

No projecto dos dentes decidimos esperar pela Alexandra, que se encontra doente, para apresentar o teatro e o livro ao grupo e as outras salas.
Durante a tarde realizamos uma experiência para verificar se as frutas e legumes que compõem a roda dos alimentos afundam ou flutuam na água.
A Rafaela colocou 2 tinas, a tina A e a tina B. algumas crianças colocaram a mesma quantidade de água no seu interior.
Posteriormente auscultamos cada uma das crianças para perceber as suas concepções sobre o que iria acontecer:
“Vai ficar no fundo”
“Vai mudar de cor”
“A fruta vai ficar mole”
“ A fruta e os legumes ficam lavados e sem vírus”
“A água vai ficar castanha”
Depois, fomos imergindo cada um dos alimentos e fomos observando o que acontecia.
Uns flutuavam e outros afundavam
“ Os que afundam são mais pesados” (criança)
Fomos comparar e verificamos que nem sempre os mais pesados é que vão ao fundo.
Verificamos que a massa e o arroz que deitamos eram leves e foram ao fundo e que a banana e a maça que eram mais pesadas ficaram a flutuar.
“ Mas as pedras são pesadas e vão sempre ao fundo” (criança)




Na avaliação do fim do dia verificamos que no quadro de actividades programadas e realizadas havia menos crianças com actividades por realizar. Valorizamos esse facto para reforçar a responsabilidade que temos pelas opções que vamos fazendo.
Na quarta de manhã realiza a sessão de motricidade e posteriormente assistimos a peça de teatro da sala 1 “ A galinha Ruiva”, de regresso a sala continuamos os trabalhos em curso.

Durante a parte da tarde a Educadora propôs uma actividade diferente:
Pintar ao som das 4 Estações de Vivaldi.
Á volta da mesa estavam colocadas folhas de papel tamanho A3, numa mesa ao lado 21 copos com tintas de todas as cores.
Ao som da música e sem falar (regra intransigível) cada criança escolhia a cor que queria e voltar a coloca-la no sítio substituindo-a por outra cor.
Acordamos também aguardar em silêncio sempre que a cor pretendida estivesse ocupada.
O sucesso foi total e o mais interessante foi ouvir as crianças, que anteriormente tinham verbalizado não gostar daquela música por ser “esquisita”, dizer: “gostamos muito de pintar” e “gostamos de ouvir a música enquanto pintavamos”.
O interesse foi tanto que quiseram saber quem era Vivaldi, onde viveu e porque é que tinha morrido.



Na quinta-feira de manhã após a rotina apresentamos uma resolução de problemas:
Alguns insectos andavam no jardim à procura de flores ao encontra-las tiveram que as repartir irmãmente, quantas flores ficaram para cada insecto?
Para facilitar acordamos que as flores seriam argolas dos jogos de matemática e os insectos animais também dos jogos e assim fomos manipulando e resolvendo a situação. Os dados fornecidos pela educadora tinham em conta cada criança e o seu nível de desenvolvimento e maturação.


De seguida foram para as áreas que tinham programado. O grupo dos insectos levantou a hipóteses de construírem insectos com materiais reutilizáveis, para integrar no livro.
Durante a tarde a Educadora apresentou uma história em fantoches sobre “Uma ida ao dentista” para preparar a ida ao dentista na próxima quarta feira e estimular as crianças a utilizarem esta área, dos fantoches, com critério.
Após o teatro de fantoches algumas crianças exploraram os fantoches e outras foram para as áreas que tinham programado .

Na sexta-feira de manhã a Maria trouxe um livro da carochinha em verso. Como não podia deixar de ser, lemos o livro e verificamos que o final da história era diferente da Carochinha tradicional.
De seguida fomos para os projectos em curso e como já tinham planeado, no dia anterior iniciaram a construção dos insectos com material reutilizável.

O projecto dos dentes continuou a montagem da roda dos alimentos:

Uma das áreas que tem tido muita afluência e a da costura criada por iniciativa do grupo.

Durante a tarde e a pedido do grupo voltamos a visualizar a cassete da Cárie e do Bacterio, desta vez com a sala 4 que são os meninos mais pequenos do nosso Jardim.
De regresso à sala fomos para as áreas que tínhamos programado e no fim do dia fizemos a avaliação da semana.
As crianças recordaram todas as actividades da semana e elegeram como a que gostaram mais “ a pintura livre ao som de Vivaldi”:
- “ Porque foi muito divertido”,
- “Porque a música primeiro era feia, mas depois quando estávamos a pintar ficou bonita,”
-“ Porque estava tudo sem falar e assim trabalhamos melhor,”
Como menos positivo referenciaram o barulho da cantina e alguns conflitos interpessoais.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ken Robinson - Apelo à criatividade



slideshow retirado do youtube
Visualizado na ESE de Viana do Castelo no âmbito do Mestrado em Supervisão

Continuação do slideshow anterior

domingo, 1 de novembro de 2009

Semana de 26 a 30 de Outubro

Semana de 26 a 30 de Outubro
Na segunda-feira a seguir à partilha da semana as Estagiárias Gabriela e Rafaela apresentaram um teatro de fantoches “ O Dentinho”.
No fim do teatro as crianças responderam a algumas questões de interpretação, colocadas pela Gabriela.




Após o lanche da manhã as crianças dirigiram-se para as áreas que tinham programado e o grupo dos projectos fez o ponto da situação do trabalho.
Acordaram que com o material que tinham recolhido e produzido podiam fazer um livro sobre os dentes.

Entretanto perguntamos como é que eles estavam a pensar partilhar os conhecimentos que construíram com as outras crianças do Jardim.
A Alexandra sugeriu que podiam fazer um teatro como o teatro do Dentinho.
Os colegas acharam a ideia óptima.
No entanto surgiu um problema “ que teatro é que vamos fazer?”
As crianças com a ajuda das estagiárias sugeriram construir um texto para dramatizarem.
Com a participação de todas as crianças, do grupo do projecto, criaram um texto para dramatizarem.
Este novo cenário deu um impulso ao projecto, as crianças escolheram personagem, representaram-nas no quadro e meteram mãos à obra.

Na parte da tarde partilhamos as comunicações vindas de casa que tinha como objectivo descobrimos: quando nasceu o primeiro dente, a cada uma das crianças.
Cada criança registou o nascimento do dente num quadro de barras, na linha vertical, colocamos os meses e na horizontal, o nome das crianças.
As crianças foram colocando um dentinho no mês, em que este, tinha nascido.
Quando todos colocaram o dente verificamos que à maioria das crianças o 1º dente nasceu ao sétimo mês.







Na terça-feira de manha a seguir as rotinas a Gabriela apresentou uma canção muito engraçada que falava de uma “laranjinha”.
Inicialmente foi introduzindo a letra frase a frase explorando os tempos, o som através da voz grossa, fina, alta, baixa…
Rapidamente as crianças memorizaram as duas quadras e incorporaram a música. De seguida a Gabriela distribuiu instrumentos musicais e as crianças foram verbalizando os seus nomes: clavas, pandeireta, caixa chinesa, maracas, pandeireta com pele.
A Gabriela foi solicitando um instrumento de cada vez, para ouvirmos bem o seu som, depois de passar por todos os instrumentos cantamos a canção com os instrumentos batendo a pulsação.
O resultado final foi muito bom, as crianças estavam compenetradas da sua tarefa e cumpriram rigorosamente o seu papel.





Após o lanche seguiram para as áreas que tinham programado e o grupo dos projectos iniciou a construção dos fatos para o teatro.
Durante a tarde a Gabriela apresentou uma actividade sensorial com frutas explorando os 5 sentidos.
Descobrir os frutos através do tacto, do olfacto do paladar e por fim a visão.
As crianças envolveram-se na experiência e rapidamente descobriram os frutos. No tacto não houve dificuldades em identificar os frutos. N olfacto algumas crianças tiveram dificuldade de identificar a maça, a pêra e o pêssego. No paladar e na visão as crianças identificaram sem dificuldade.







Na quarta de manhã a sessão de motricidade desenvolveu-se no ginásio da escola do 1º ciclo por oferecer mais condições de espaço. Depois de um período de aquecimento a Gabriela montou um circuito com graus de dificuldade em algumas etapas. O grupo aderiu com entusiasmo e deu proposta para a actividade.
De regresso à sala as crianças foram para as áreas que tinham programado.
Na semana anterior a Rafaela tinha enviado por cada criança uma grelha para registarem a lavagem dos dentes em casa de manhã e à noite. As crianças devolveram a grelha preenchida e individualmente registaram no quadro de barras o número de vezes que lavaram os dentes (de manhã e á noite).


Durante a tarde e porque as crianças andavam sempre a falar no dia das bruxas (halloween) li a história do livro “ Desculpa! Por acaso és uma bruxa?”.
As crianças ficaram fascinadas e andaram o resto da tarde a encontrar indícios e pistas para perguntarem: “ Desculpa, por acaso és uma bruxa” até o senhor que estava a varrer as folhas no recreio foi interpelado com a pergunta..., porque tinha uma vassoura na mão. Claro que justificaram o porquê daquela pergunta.
Na Quinta de manha as crianças só falavam no Halloween.
Estivemos a ver no globo terrestre o país onde há uma forte tradição do dia das bruxas e as brincadeiras que essas crianças fazem de porta em porta.
As crianças verbalizavam que queriam fazer e construir coisas assustadoras para colocar na sala.
Identificamos o que podia ser assustador: ” fantasmas, aranhas, gatos pretos, abóboras com “boca e olhos e luzes lá dentro”, vampiros esqueletos…
Exploramos um pouco o conceito de assustador:
“ É uma coisa que mete medo”
“ Assustador é quando estamos com medo e queremos a mãe”
“Eu não me assunto com coisas assustadoras já sei que é de faz de conta!”
“Eu, as vezes sonho com coisas assustadoras, mas depois acordo e vejo que não é verdade, mas as vezes vou para a cama da minha mãe.”
“Isso são pesadelos, eu as vezes também sonho com monstro assustadores”
“Também quando nos perdemos também é assustador”
Depois desta conversa fomos para as áreas programadas e um grande número de crianças inscreveu-se na colagem para executar as fantasias assustadoras.






No inicio da tarde, no momento de grande grupo o Miguel (quando chegou após o almoço) pediu a palavra para perguntar:
“ O que é que os insectos têm em vez de pele?”
Perguntei ao grupo se algum menino sabia responder à pergunta do Miguel.
“Se calhar têm uma carapaça assim como o caracol ou a tartaruga ou a Joaninha” - diz o João
Miguel: “ A tartaruga e o caracol não são insectos e a joaninha se tivesse uma carapaça não conseguia voar”.
Rodrigo –“ Mas a joaninha voa tem asas e tem uma carapaça nas costas.”
Marta: -“Podemos fazer um projecto para descobrir a pele dos insectos”
Educadora: -“Pois é mas ainda estamos a trabalhar no projecto dos dentes!”
João: -“ Podem ficar outros meninos neste projecto”
Educadora: - Muito bem e quem são os interessados?”
Rapidamente se formou um grupo de 6 crianças.
Porque estávamos empenhados no hallowen deixamos o projecto para a semana seguinte.
Na sexta de manhã decoramos a sala com as fantasias que fizemos e tínhamos na sala, colocamos uma música de bruxas e dançamos alegremente à volta da sala.



Depois com as fantasias, que alguns elaboram, fomos à sala 1 e 2 e dissemos: - “guloseimas ou travessuras?”
Como não havia guloseimas tivemos que fazer uma travessura. Com muitos pozinhos de plim pim pim e um pano fizemos desaparecer alguns meninos.
É claro que como bruxinhos bons que somos, deixamos tudo no lugar.



Mais tarde quando voltamos ao grande grupo o Miguel informou que tinha uma pen com um trabalho que ele, a mãe, o irmão e o pai tinham feito no computador sobre os insectos.
O grupo dos insectos quis ver o trabalho e fomos buscar um portátil para a sala.
Depois da observação do power-point as crianças do grupo dos projectos foram desenhar alguns insectos que viram na apresentação.



No inicio da tarde e num clima apropriado contei uma historia do livro “ A corrida da Bruxa”.




Depois de um pequeno tempo de actividade nas áreas fizemos a avaliação da semana.
Como ponto forte mencionaram o teatro do dente, a motricidade, a experiência, o dia das bruxas o projecto dos dentes e o dos insectos.
Como pontos fracos o barulho da cantina e alguns incidentes críticos nas relações interpessoais.
Propostas para a semana: o teatro do projecto dos dentes, para todas as salas do Jardim, o projecto dos insectos e o magusto do dia de são Martinho.